O famoso abdome “tanquinho” é objeto de desejo de todos, do mais novo ao mais velho. Ele representa saúde e preparo físico e é capaz até mesmo de apimentar fantasias sexuais.

Mas o que acontece que algumas pessoas conseguem ter e outras não? Não se iiluda, todos conseguem, apenas vão existir fatores que vão facilitar ou não a obtenção do “tanquinho de lavar roupa”.

Em primeiro lugar temos que pensar no abdome como centro do equilíbrio corporal. Postura, ou a falta dela, é o primeiro fator. Quem mantem um nível de atividade física ou até quem mesmo mantém o abdome tensionado a maior parte do tempo, leva vantagem, independentemente da “capa” adiposa que pode estar presente.  Você já percebeu como é bonito quem tem uma postura correta? Pois é, não é apenas bonito, é saudável. A postura correta além de conferir ao corpo um padrão mais agradável, protege a coluna vertebral de lombalgias e dores diversas.

Outro aspecto importante é o percentual de gordura (confira abaixo na tabela o seu percentual de gordura ideal e o aceitável para sua idade. Não sabe como calcular a sua? Então clique no link http://www.corpoperfeito.com.br/tools/calculadoras/pgc/default.aspx,  e preencha com sua idade, peso e cirunferencia abdominal para ter uma idéia do seu percentual de gordura). Quem tem um percentual dentro dos níveis aceitáveis para sua idade tem maior chance de conseguir esse “troféu”. Isso porque temos que pensar que não temos apenas a gordura visível no abdome. Temos uma outra que não podemos ver mas podemos sentir e até mesmo temer: a gordura intra-abdominal.

PERCENTUAIS ACEITÁVEIS DE GORDURA CORPORAL

Sexo                       Homens                       Mulheres

Idade      Aceitável      Ideal      Aceitável       Ideal

menos de 30 13,0        9,0             18,0             16,0

30 – 39         16,5       12,5            20,0             18,0

40 – 49         19,0       15,0            23,5             18,5

50 – 59         20,5       16,5            26,5             21,5

mais de 60    20,5       16,5            27,5             22,5

Fonte: Cooper, 1987

A gordura intra-abdominal tão temida por todos encontra-se literalmente dentro do abdome. É uma capa de gordura, que nós médicos chamamos de epíplon ou omento. É como se fosse uma verdadeira cama para que as alças intestinais possam repousar sobre ela. Só que como toda gordura do corpo, ela também engorda ou emagrece. O problema é que quando ela engorda não podemos retirá-la com facilidade. Temos que emagrecer mesmo. A remoção cirúrgica é possível mas extremamente arriscada para realizarmos, porque envolve um procedimento abdominal, que vai deixar as alças intestinais sem seu leito adequado, sem sua “cama”. Ainda envolve outros aspectos como a possibilidade de necrose das alças intestinais e de termos aderências das alças no pós-operatório e por causa disso, inúmeras cirurgias corretivas. Realmente, fazer isso em nome da estética não é muito aconselhável.

Bem, como deu para perceber, é uma grande cascata, em que um fator “puxa” o outro, dependendo dele mesmo e também do outro para chegarmos num equilíbrio. Então onde entram os procedimentos cirúrgicos?

A cirurgia de abdominoplastia é uma alternativa quando há pele excedente no abdome, seja por causa de uma gravidez ou por causa de ganho e perda sucessivos de peso. Além disso, trata também a flacidez da musculatura abdominal, aproximando os músculos do abdome que se distanciaram principalmente após uma gravidez.

A cicatriz resultante de uma abdominoplastia ou dermolipectomia abdominal é extensa e localiza-se, horizontalmente, logo acima da implantação dos pelos pubianos, prolongando-se lateralmente em maior ou menor extensão, dependendo do tipo do abdome e do que vai ser corrigido. Esta cicatriz é planejada para ficar escondida sob as roupas de banho, e infalivelmente passará por vários períodos de evolução que vai desde um avermelhamento da cicatriz inicialmente até ao espessamento e escurecimento que nela ocorre e que pode durar 6 ou 12 meses até o clareamento, após esse período.

O umbigo será reposicionado e remodelado e existirá uma cicatriz circundando-o e que sofrerá a mesma evolução das outras cicatrizes.

Nos primeiros meses, o abdome apresenta uma insensibilidade relativa, além de estar sujeito a períodos de “inchaço”, que regridem espontaneamente. Nesta fase, poderá ficar com aspecto de “esticado” ou “plano”. Com o decorrer dos meses, tendo-se iniciado os exercícios orientados para modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo. Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultado, antes de 12 a 18 meses pós-operatórios.

Nem sempre a cirurgia plástica do abdome corrigirá o excesso de gordura sobre a região do estômago. Muitas vezes, para se adquirir a silhueta mais próxima do desejado, será necessária a realização de uma lipoaspiração dessas áreas em outro tempo cirúrgico.